Desejo de Atravessar

novembro 16, 2009

Por culpa de minha irresponsabilidade tive que fazer todos os trabalhos do semestre em dois dias, fiquei acordado durante 40 horas só fazendo os trabalhos, parando apenas para cagar. Cochilei por alguns segundos, daí sem mais nem menos vi o Charles Bronson sentado na cadeira de balanço aqui da sala, ele estava com um cigarro de palha na boca com a cara sendo iluminada pela luz do sol, Charles Bronson falou comigo em português usando a voz de seu dublador oficial no Brasil:

- SÓ VIADO ATRAVESSA A RUA NA FAIXA DE PEDESTRES.

“Charles Bronson em Hard Times

Logo depois despertei do cochilo e raciocinei, aquela mensagem não era atoa, o espirito dele deve ter aparecido para me alertar, talvez me salvar de um acidente. Então decidi nunca mais atravessar a rua na faixa.

Com o passar dos dias segui a risca o conselho de Charles Bronson, podiam ser ruas movimentadas, paradas e etc, o importante era ir sempre fora da faixa. O que estragava tudo eram os motoboys imundos que chegavam cortando os carros loucamente, era difícil desviar deles. Meus reflexos estavam cada vez mais rápidos, tão rápidos que se eu quisesse, poderia me desviar de um caminhão em movimento à 2 metros de distancia.

Chegou o sábado, e como de costume fui no bar aqui do meu bairro, o bar do Divino Perereca, meus amigos estavam lá me esperando para beber cerveja, infelizmente o otário do Maique também estava. Maique sempre foi inimigo meu, é aquele tipico idiota com espirito esportivo, sempre querendo fazer alguma competição. Depois de varias rodadas de Antártica fiquei tonto, aí o Maique que não bebeu se aproveitou disso e me chamou para jogar sinuca, se eu dissesse não, iriam me chamar de cagão, mas ao aceitar o desafio ia ser derrota na certa, enfim, acabei aceitando.

As bolas foram posicionadas pra começar a partida, a primeira tacada foi minha, matei bola nenhuma, chegou na vez do Maique e ele conseguiu acertar 2 listradas e falou provocando: “Seja o taco”, o otário errou na outra chance. Pensando na humilhação que seria perder me concentrei muito, dei uma tacada com muita força, para delírio de todos acabei encaçapando 4 bolas de uma vez. Fui jogando normalmente e acertei todas e ganhei a partida, nunca pensei que eu tivesse uma mira tão perfeita. Maique enfurecido tentou me acertar com o taco, desviei e mandei uma bola no meio da testa dele, aí caiu desmaiado no chão. Fui pra casa muito feliz, pois ganhei do babaca e descobri em que eu iria trabalhar: jogador de sinuca profissional.

Ao dormir me encontrei com Charles Bronson novamente, dessa vez ele apareceu para me parabenizar, depois despediu-se, foi voando em direção as estrelas.


666 Discando para o Inferno

outubro 16, 2009

Na década de 90 os celulares começaram a se popularizar, eu nunca achei graça naquilo, até que um dia o meu professor da quarta-série apareceu com um Motorolla na cintura. Toda turma ficou maravilhada com aquela obra concreta da tecnologia pós-moderna.

Um dia, por coincidência, o celular do professor tocou em plena sala. Uma canção chamada city bird, ao ouvir aquilo minha cabeça rodou, acordei na enfermaria, me notificaram que eu sofrera um ataque. Depois daquele dia passei a evitar aparelhos celulares.

Sempre que eu chegava perto de um aparelho celular me sentia estranho, só de chegar perto de algum eu ficava zonzo, como se ouvisse vozes me chamando, umas vozes abafadas. Disse que ouvia vozes quando me aproximava dos aparelhos e fui motivo de zombaria. Diziam que era tudo coisa da minha cabeça e para eu procurar um psiquiatra. Só me restou recorrer ao meu avô, um médium conceituado num dos maiores centro espíritas da região, a temível Casa da Vovó Conga. Ele me disse que isso não é um problema, na verdade é um “dom” que só grandes médiuns tem. Que eu estava conectado com o mundo espiritual.

Passei a meditar todo sábado com meu celular colado em minha testa com a ajuda de uma fita isolante. A cada meditação eu me sentia melhor, na primeira eu já estava menos zonzo, na segunda estava ouvindo as tais vozes abafadas com um pouco mais de nitidez, e já na terceira percebi que essas vozes eram de pessoas conversando entre si, as ligações dos celulares. Meses depois eu fui aperfeiçoando minha mediunidade, e consegui me conectar à uma rede maior ainda, a World Wide Web, através da rede 3G.

Num fechar de olhos eu acessava pornotube, wikipedia, orkut, youtube, msn e etc. Também mandava e-mails pra galera, como se eu fosse um computador ambulante. Melhor de tudo nesse poder meu é que eu podia tirar notas boas sem estudar, era só pesquisar no google, foi assim que passei no vestibular.

Depois que me formei na faculdade, com o auxílio dos meus poderes mediúnicos resolvi prestar um concurso público. Fiz minha inscrição e não estudei nada, afinal de contas, com meus poderes, uma rápida pesquisa no google e eu encontrava resposta para todas as questões, comprei um iphone para facilitar as coisas, o sinal é bem melhor e pega TV também, maravilha.

iphone_3g

Cheguei no local da prova confiante, sentei na minha cadeira e segurei meu iphone com a mão esquerda, no que fui informado pelo filho da puta do fiscal de que eu precisava guardar meu iphone e relógio numa sacolinha, além disso eu não podia usar meu boné Von Dutche durante a prova. Fiquei muito nervoso, não havia estudado nada. Pedi licença para ir ao banheiro antes do início e ele disse pra eu me apressar, pois só restava cinco minutos para o início da avaliação.

Cheguei no banheiro suando bicas. Como faria agora? Sem contato com o celular eu não conseguia acessar a internet. Eu precisava pensar rápido. Minha única saída foi inserir o aparelho no meu ânus. Com auxílio de um sabonete líquido o coloquei rapidamente, doeu mas não havia outra alternativa. Voltei pra sala e me sentei, sentindo um incômodo muito grande.

Comecei a fazer a prova, cada questão era resolvida facilmente, bastava uma pesquisa. Com certeza eu seria aprovado e desfrutaria de um gordo salário, que me possibilitaria comprar um bom carro para pegar mulher.

Terminei a prova, faltavam apenas 15 minutos para liberarem a saída dos alunos. Eu só queria ir pra casa retirar aquele incômodo iPhone. De repente, uma ligação. O celular tocava a música Borboletas, da dupla Victor e Léo, e a vibração me fez levantar abruptamente. O fiscal me deu a triste notícia da minha desclassificação. Saí da sala correndo, em prantos. Montei em minha Honda Biz e saí muito abalado, chorando e soluçando.

Elevei a rotação do motor à enésima potência, os 12 mil giros por minuto imprimiam na motoneta uma velocidade altíssima, que se aproximava dos 100km/hora. Por estar emocionalmente abalado, não vi o coletivo Volvo que estava em minha frente e bati à toda. Meu corpo foi lançado por cima de um muro num terreno baldio, fiquei imóvel, todo quebrado. Fiquei lá por mais de uma hora, ainda consciente, mas não conseguia gritar para que me achassem. Usei minhas últimas forças para me utilizar de meus poderes espirituais e discar para o 194 e requisitar o auxílio dos bombeiros.

Fui internado na Unidade de Tratamento Intensivos. Felizmente só quebrei a perna, três costelas, uma clavícula e perdi a omoplata esquerda. Duas semanas depois me recobrei do coma induzido e pude conversar com meus pais. Contei tudo o que havia ocorrido, tentei explicar o porquê de terem achado um celular no cólon do intestino, mas eles não compreenderam, talvez ao lerem este texto que escrevi eles me entendam.


Déuza e o Culto

agosto 7, 2009

Meu avô sofreu um AVC(Acidente Vascular Cerebral), o que deixou ele sem os movimentos de todas as partes do corpo, o que acabou com sua vida, a única coisa que consegue fazer é assistir televisão, nem ao menos falar ele pode. Por causa das limitações dele foi preciso contratar uma empregada para tomar conta, o limpar, dar banho, almoço e tal a ele, já que só mora com meu tio e ele trabalha, aí não tem tempo para ficar cuidando de meu avô. Aí foi contratada Déuza, uma mulata de 46 anos e muito religiosa, ficava o sábado inteiro num culto evangelico.

Durante 5 meses tudo foi muito bem, até que viram umas marcas de chineladas no braço do meu avô, 99% de chances de ter sido Déuza a agressora. Meu tio contratou uns caras para instalarem câmeras pela casa, tudo câmera com detector de movimentos e infra-vermelho, o que fosse filmado por elas ficaria armazenado no HD de um computador que tivemos que comprar. A idéia das câmeras foi muito boa, pois as primas e outras parentes de fora da cidade vinham aqui para fazer média, fingir que gostam do meu avô, depois iam ao banheiro pra tomar banho, aí eu e meu tio só ficávamos vendo elas peladonas diante das câmeras. kkkkkkkkkkk

Meu tio lembrou e disse: E a Déuza? não toma banho não? (Déuza dormia na casa de meu avô de segunda a sexta, ou seja, ela TINHA que tomar banho).

Assistimos todas as gravações que as câmeras deixaram salvas, em nenhuma delas aparece a Déuza tomando banho, também não limpava o rabo depois de cagar, e tinha coisa pior, em varias ocasiões ela deixava o meu avô todo cagado e só ia limpar-lo depois horas, uma verdadeira suína. Déuza foi demitida sem remorso, antes de se sair da casa ela respondeu rindo:

- Agora vo poder ficar o dia todo no culto! HAHAHA

Ao ouvir isso fiquei muito curioso, ninguém fica feliz quando é despedido, por mais que o emprego seja ruim, esse tal culto deveria ser muito fodão. Lembrei de uma carona que dei a Déuza, aí eu já tinha uma noção de onde ficava o local do culto. Ficava a caminho do hospício Santa Isabel, do lado de uma favela chamada Santo Antonio, conhecida como Morro do Facão, fui até lá. Era uma “igreja” daquelas de garagem, intitulada de “Igreja Secular do Sagrado Coração Ungido de Jesus Cristo dos Ultimos Dias”e tinham uns 15 fiéis lá dentro e gritando coisas sem nexo.

O “chefe” lá notou minha presença e logo perguntou o que eu queria, aí lhe contei os antecedentes de Déuza, ele chamou Déuza e falou para ela se explicar, antes dela começar a falar levei uma facada nas costas e sangrei até morrer.

Deixo um recado para você leitor:

Envie esse texto para 5 pessoas caso não queria encontrar a Déuza de quatro e cagando em sua cama.

.

Carta psicografada por Josiel Bofélia Caeiro


O Grande Sayaman

julho 15, 2009

Química sempre foi motivo de raiva pra mim, eu não aprendia a matéria de jeito nenhum, aquelas paradas de halogênio, tungstênio, alcalinos e etc acabavam com minha vida, nunca tirei uma nota que não fosse zero nessa matéria filha da puta. Ano passado bati o recorde da escola, com 4 zeros bem redondos e um -2 por ter escrito o nome do professor errado, o que me acabou me deixando de contrato, tudo isso resultou numa bela surra do meu pai. Papai disse que se eu reprovasse ele iria me mandar pra casa do meu tio que é sargento do exercito, ou seja, minha vida iria acabar.

Pedi ajuda para o Jovacir, meu melhor amigo e recém aprovado numa faculdade federal. Ele me ensinou o “básico” da matéria, as coisas ficaram fáceis pra mim, aprendi que “Halogênio”(Alô Gênio!) não é um cumprimento, mas sim um grupo da tabela periódica, também aprendi que Paracetamol não é um remédio feito para bucetas. Acabei me apaixonando por química, aprendi a matéria toda com muita facilidade, fiquei a nível de professor talvez, tanto é que fechei o meu Contrato(Prova Final), prova com mais de 10 folhas e 50 questões, meu professor até chorou de emoção enquanto corrigia minha prova.

Meu pai ficou muito orgulhoso e deu uma festa aqui em casa, só com o pessoal da família, nessa festa apareceu Rufina, a minha tia louca. Dizem que ela tentou matar a irmã com tesouradas, mas eu nunca acreditei nisso, como uma mulher tão dócil faria uma coisa dessas?

Fiquei conversando com ela por meia hora, até que ela resolveu ir embora, aí me pediu para que eu a acompanhasse ao caminho de sua casa, pois estava escuro e ela tinha medo de ser assaltada ou coisa do tipo, com toda bondade eu a acompanhei. Quando chegamos na casa dela fui direto pro banheiro de lá dar uma cagada, depois que defequei fui lavar as mãos, aí reparei que o espelho era um daqueles “espelho-armário”, aí fiquei curioso e dei uma olhada nos remédios que minha tia tomava. Tinha de tudo lá, Benflogin, Diazepam e Gardenal, como sou manjador de química eu sabia ambos tinham efeitos alucinógenos, principalmente Benflogin, só remédios recomendados para pessoas depressivas ou loucas mesmo.

Com medo de ser atacado por ela me despedi, ela falou que eu podia aparecer lá quando quisesse para tomar café e comer rocambole, ao ouvir isso pensei assim: “Até parece que eu volto pra aquela casa, vai que essa mulher resolve me matar”.

No outro dia falei com o Jovacir sobre remédios que tia Rufina tomava, aí ele disse que eu dei mole em não ter pegado alguns, realmente, fui burro mesmo. Depois de muito papo combinamos em ir lá fazer uma visita a tia Rufina, o combinado era eu ficar entretendo ela e o Jovacir ir no banheiro raptar pelo menos uma caixinha de Benflogin. Pouco depois já estávamos na casa da Tia Rufina, comemos uns bolinhos e ficamos conversando com ela por uns minutos, aí o Jovacir foi ao banheiro pegar uma caixinha de Benflogin… Deu tudo certo, exatamente como o combinado, demos o fora de lá. Eu e Jovacir dividimos as pilulas/drágeas, 3 pra cada um.

Em casa tranquei a porta do meu quarto para que ninguém me atrapalhasse, deitei na cama e tomei as 3 pilulas do Benflogin. Comecei a flutuar no ar, tipo gravidade zero, aí fui flutuando até o banheiro pra dar uma mijada e vi que estava usando a mesma roupa do Grande Sayaman do Dragon Ball Z.

Sayaman

Já que eu estava mascarado ninguém iria saber quem era eu, aí fui dar um passeio, saí voando pela janela daqui do quarto e dei umas voltas no quarteirão, eu pegava as correntes de ar e subia cada vez mais alto nos meus voos, muito foda, dava até uns friozinhos no estomago. Do nada eu comecei a me sentir muito mal e percebi que não estava mais voando, estava na cama do meu quarto, aí apareceu minha mãe falando que dormi por dois dias.

Próxima vez que eu for na casa de minha tia pegarei uma caixa de Benflogin ao invés de só uns comprimidos


Espiritos

julho 4, 2009

Lembro que era ateu, não acreditava em nada que era sobrenatural, eu ria da cara de pessoas muito apegadas as suas religiões, sempre tirava uma onda com eles quando diziam que Deus estava em toda parte, eu dizia que Deus via eles se masturbando e fazendo outras coisas, também falava das evangélicas que só davam o cu pra preservar a vagina para o casamento, todo mundo tinha raiva por esse tipo de coisa que eu dizia só pra difamar as igrejas.

Meu avô morreu, aí eu tive que ir pra uma igreja católica aqui(coisa que eu não fazia desde que tinha 12 anos), fiquei muito estranho naquele dia, tive vários calafrios naquela igreja. Depois que acabou a missa já estava quase de madrugada, aí quando cheguei em casa fui direto pra cama dormir.

Enquanto dormia tive vários pesadelos, foram muito realistas também, sonhei até com a menina do Exorcista pagando um boquete pra mim, bizarro. No ultimo pesadelo fiquei com muito medo, estava tudo escuro e não conseguia me mexer, tinha um barulho estranho tipo chiado de rádio fora de sintonia que estava me assustando demais. Barulho foi aumentando mais ainda, aí apareceu uma coisa que nunca vi antes, era tão amedrontadora que eu não conseguia olhar diretamente para ela, só lembro que era grande, preta, meio humanoide e estava emitindo uma luz amarela conforme a frequência do chiado, fiquei tão desesperado que comecei a rezar Pai Nosso e Ave Maria.

Com muito esforço eu consegui acordar, passei a mão na bunda e no meu pau pra ver se não tinha sido abduzido, pra minha alegria estava tudo certo, foi só um pesadelo. Fui até a cozinha e tomei uns copos d’água, quando fui voltar para o quarto vi um vulto na sala de jantar, aí peguei uma faca e fui ver o que era, não era nada. Guardei a faca e fui para o meu quarto, enquanto subia as escadas senti que tinha alguem me olhando da parte de cima delas, aí olhei para esse “alguem”, só vi um vulto vermelho, tudo coisa de minha imaginação.

Depois de uns dias sempre vendo esses vultos me acostumei com eles, vi que eram como pessoas normais, a maioria vinha aqui em casa para ficar vendo junto comigo pornografia no meu computador, também tem um velhinho que deita de pau duro na cama de minha irmã esperando ela ir dormir, uma putaria.

Fantasma

Estou cansado disso, o tempo todo esses “visitantes” aparecem por aqui, eles não sabem que eu os vejo e também não fazem questão. Me atrapalham em tudo, acabam com minha privacidade, não posso mais estudar, tomar banho, dormir, trocar de roupa e me masturbar em paz, tá foda. O que faço?


Tentaram me sacrificar

junho 26, 2009

Aconteceu ano passado, quando fui passar as férias na casa dos meus primos em Montevidéu. Me chamaram pra ir num lugar de lá, e eu achando que ia me dar bem aceitei, disseram que eu ia pegar mulher fácil, que uruguaias dão mole pra brasileiros e etc. Esse tal lugar era tipo um bar abandonado, tipo um porão, não tinha janelas e era abaixo do solo. Olhei as paredes, eram negras, tinham varias cruzes viradas de ponta-cabeça e a iluminação de lá era feita por velas, perguntei aos meus primos que tipo de lugar era aquele, aí José Maria apontou o dedo numa direção e acompanhei com os olhos, eram 5 mulheres vestidas de preto e muito gatas.

capeta

Uma loira peitudona tirou a roupa e veio com uma garrafa em minha direção, perguntou se eu queria comer ela, e obviamente respondi que sim. Aí ela disse que só ia “liberar” se eu bebesse o “vinho” que ela carregava. Peguei a garrafa e a abri, dei uma cheirada pra saber se era vinho mesmo ou outra coisa, era um cheiro característico de sangue de menstruação, mesmo assim eu bebi. Fiquei muito tonto, tava vendo tudo distorcido, mas pelo menos ainda enxergava os peitões da loira, aí de repente eles começaram a murchar, quando reparei, a loira virou uma especie de velha, tava pior que zumbi. Olhei para os lados e vi as outras mulheres, estavam do mesmo jeito, e eu sem reação nenhuma.

Alguem me deu uma porrada na cabeça e caí no chão desacordado. Quando acordei, vi que estava amarrado peladão numa especie de cruz e por causa dos efeitos daquela bebida eu não conseguia nem gritar. Apareceram os viados dos meus primos dizendo que eu seria oferecido ao Diabo e iria sofrer muito.

Saíram todos da sala, só ficou uma velha gorda, aí ela começou a lamber o meu pênis como se fosse um sorvete, também disse que se ele não ficasse ereto iria meter uma daquelas faquinhas em cada parte do meu corpo. Até que um milagre aconteceu: recuperei meus movimentos. Dei uma joelhada bem no nariz da gorda, que caiu desmaiada no chão. Algum imbecil amarrou errado o meu braço, aí me soltei facilmente de lá, peguei minhas roupas e me vesti, elas estavam num balcão. Armado com uma faquinha fiquei procurando alguma saída daquele recinto demoníaco, aí ouvi passos e me escondi dentro de um vaso num outro comodo. Olhando a espreita vi que eram os imundos todos, quando ficaram a uma certa distancia eu pulei do vaso e corri com a mesma explosão do Garrincha na copa do mundo de 62….

Chegando as ruas peguei um taxi e sumi daquele lugar. O taxista me levou até a fronteira com o Brasil… aí tudo foi resolvido. Ninguém soube o paradeiro dos meus primos, e tomara que tenham morrido por serem babacas.


Visita do Black Kamen Rider

junho 15, 2009

Tava dormindo aqui tranquilão, até acordar, senti um cheiro estranho de cigarro, parecia ser maconha. Na hora pensei que era o meu PC queimando ou alguem fumando não sei o que na rua, mas não era.

Fiquei com medo de descer as escadas pra ver se tinha entrado alguem aqui em casa, pq estava muito escuro, e também pensei: Se tivesse entrado alguem, o Bastião iria latir.

Bastião é nosso cachorro, um Pastor Alemão, olhei aqui da janela e ele estava dormindo normalmente, então era certeza de que não entrou nenhum bandido aqui em casa, ae voltei pra cama e fui tentar dormir.

A coisa começou a piorar, ouvi uma voz cantando “Duran Duran” bem baixinho e as cortinas começaram a se agitar, até que se abriram e uma luz vermelha entrou aqui no quarto. Alguem estava entrando aqui, e pela janela, entrou voando mesmo, me caguei de medo.

Para minha surpresa era o ídolo de minha infância, o Black Kamen Rider mas com suas anteninhas em forma de chifres.

Ele me disse que deceparia minha cabeça com sua espada solar se eu não terminasse com minha namorada. Ae ele sumiu.

No outro dia terminei imediatamente com ela, não quero morrer assim, antes ela do que eu. Enfim, 3 anos de namoro jogados no lixo.

Abraços.


Brincadeira do Copo é Real

junho 13, 2009

Quando eu tinha 16 anos fui numa excursão para Angra dos Reis, foi a turma da escola toda, meus amigos falaram que iam levar o tal jogo do copo pra lá, aquele que diziam ser sobrenatural.

Chegando à Angra a turma se hospedou numa pousada lá, aí os malucos já chegaram arrumando a mesa para podermos “jogar”, era eu e mais 4 carinhas. Colocaram sobre a mesa um papel com as letras do alfabeto, as letras ficavam numa ordem tipo dos números num relógio, no meio tinha as unidades numerais(0, 1, 2, 3… 9), acima um “Sim” e ao lado um “Não”, abaixo um “Adeus”.

Nos sentamos em volta da mesa e o Maurício botou um copo no meio da mesa do jogo e disse para nós colocarmos os dedos indicadores em cima do copo.

copo

O Pedro começou, perguntou o ano em que nasceu, aí por incrível que pareça, o copo foi se movendo, eu até tentei forçar-lo a mudar de direção, o copo foi para a 1 9 8 9 respectivamente, o ano que Pedro nasceu.

Chegou na vez do Maurício, e ele perguntou se iria passar direto na escola, o copo se moveu para o “não”. Na vez do Honório ele perguntou se o “espirito” era homem ou mulher, foi respondido mulher, acabei rindo daquilo.

Até que chegou a hora, tive que jogar, aí perguntei a primeira coisa que veio na minha cabeça: Você faz anal? O copo se moveu rapidamente para M O R R A.

As luzes do quarto que estávamos se apagaram, ficou muito escuro, era imposssivel enxergar alguma coisa, ouvimos uma voz falando coisas incompreensíveis, aí o Honório deu um gritou: AHHHH ARRANCOU MEU DEDO!!

No momento que ouvi aquilo corri na direção que pensava ser a janela, e acabei achando ela, pulei com tudo mesmo, quebrando os vidros, em seguida veio o pessoal, e até o Honório. Parecia que no momento que quebrei a janela entrou luz lá no quarto, aí o tal espirito sumiu.

O dedo de Honório não foi decepado, só teve um corte. Ficamos tão assustados que nem ficamos lá na pousada, ficamos Ônibus mesmo.

Depois daquele dia nunca mais fui o mesmo, parei de usar aquelas roupas ridículas de Metaleiro, passei a me vestir só de branco ou azul e a andar sempre com um crucifixo pendurado no pescoço, no caso de que aconteça “algo”, e claro, agora só ouço Bruno e Marrone, chega dessas merdas de espiritismo, Led Zeppelin e essas outras macumbas.


Risada Demoniaca do Capiroto

abril 25, 2009

Quando criança eu ia no sitio de meu avô de vez em quando pra acompanhar ele. Onde ficava o sitio não tinha ninguém, era distante da cidade…

Agora vou contar o que aconteceu:

Fomos lá, de dia mesmo, aí meu avô foi ver como estavam os bois e disse para eu esperar ele. Fiquei esperando, como era novo eu tava começando a sentir medo de ficar sozinho lá, o céu tava escurecendo e estava ventando bastante…

Do nada ouvi uma risada, que ecoava pelo lugar onde eu estava, era cheio de arvores não tinha como haver algum eco, aí a parada começou a ficar estranha, risada diabólica mesmo, tipo: HA HA HUHAHAHUHA, não tinha direção de onde vinham, era de todo lugar

Dei no pé, fui em direção onde ficava o carro, e por incrível que pareça meu avô já estava me esperando no carro…

Foi estranho demais aquele dia pqp… nem perguntei pra ele o que houve, achei que era minha imaginação.


Minha Teoria Sobre Marcianos

abril 24, 2009

Como hoje é dia 24 resolvi escrever esse texto em homenagem aos nossos “amigos” extraterrestres. Eu já li muita coisa sobre o assunto, reportagens e  documentários, então sei do que estou falando.  Vamos pelos fatos:

Você já ouviu falar em mulher abduzida???? 99,9% dos casos é só homem que é abduzido, os caras que foram alegam que colheram o esperma deles e também falam da tal SONDA ANAL, mulher tem toba também, pq eles não abduzem mulheres?

A unica mulher que abduziram era um armário, uma gordona bêbada, decerto que confundiram ela com um um gordão, aposto que quando viram a buceta da gorda devem ter ficado com nojo e jogado ela pra fora do disco voador.

Se os alienígenas fosse machos já teriam feito uma guerra contra nós humanos, creio que eles sejam seres passivos pacíficos, eles só querem entender como funciona uma piroca.

Portanto, se você estiver sozinho no meio do mato, não hesite em fugir no caso de ver uma luz no céu, e se estiver acompanhado de uma 12, melhor ainda, vai poder descarregar a arma neles. Eu moro numa cidadezinha de interior, numa casa afastada ainda, é capaz de que um dia venham aqui, só digo que eles vão conhecer o mundo da dor se tiverem a audácia de pisar no quintal daqui de casa, tiro de espingarda e facãozadas vão comer soltas nesses pederastas. Vou tentar acertar nos olhos deles, parece que são mais vulneráveis.

Se fossem superiores a nós, com toda a certeza já teriam sido criadas armas para destruir Marte(onde estão instaladas as bases deles), por isso que os governantes estão pouco se fudendo pra esses alienígenas de merda. A única vantagem que eles tem sobre nós é a capacidade de voarem para onde quiserem, porem, para o desagrado deles essa tecnologia está sendo estudada, até o ano 2050 já vai existir colonia de humanos em Marte.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.